Cosméticos e regime.
izabel fontes March 3rd, 2007
Essa semana mudei de shampoo. Enquanto estava lá, bem ensaboada, com o cabelo todo melecado de condicionador e esperando os três minutos que o troço diz precisar para fazer efeito, comecei a ler o rótulo do meu shampoo novo. Amora e sândalo.
Saà do banho encucada, fui trocar de roupa. Antes, como de costume, creme hidrante. E não é que o tal creme seguia a tendência? Tinha escrito em letras garrafais, no rótulo: Vitamina de pêssego. Fiquei pensando com meus botões se não seria uma versão industrializada e vendida em larga escala dos tradicionais pepinos no olho, comésticos de comer. Discretamente, coloquei um pouco na lÃngua. Amargo de dar dó. Definitivamente, aquilo não é de comer.
Obcecada como sou, vasculhei todos os meus cremes, batons, sombras, procurando mais possÃveis guloseimas. Achei batom de chocolate, gloss de uva, esfoliante de algas marinhas (coloquei algas marinhas na lista porque conclui, sabiamente, que deve ser feito daquilo que se enrola sushi), creme hidrante para mãos de maracujá.
Acontece que além de obcecada, sou criativa e logo fui formulando na minha cabeça uma teoria para explicar tudo. Invariavelmente, lembrei do meu esforço para emagrecer (meu e de oitenta e cinco por cento das mulheres no mundo). A gente não vive sem coisas gostosas, minha gente. Se não dá para comer e ser feliz, vamos tentar espalhar pelo corpo e se enganar um pouco. Para provar o meu achismo, afirmo aqui que o meu shampoo novo tem um jeito tremendo de iogurte. Cor, textura e até cheiro.
DifÃcil mesmo vai ser não querer comer meu cabelo.