reino da insônia

“Sentou-se alarmada e então viu Rebeca na cadeira de balanço, chupando o dedo e com os olhos fosforescentes como os de um gato na escuridão. (…) Era a peste da insônia.”

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óh linda

July 30th, 2007 · 5 Comments

Semana passada, fui passear de bobeira nas ladeiras de Olinda.

Poucas pessoas conhecem as vantagens de ser turista na própria cidade. Menor ainda é a quantidade de gente que consegue fazer isso. É necessário manter um olhar de novidade, de deslumbramento infantil. O que faz um turista é a inadequação à paisagem, é o deslocamento, é o não pertencimento. É a capacidade de observar a vida ao redor sem fazer parte, é a sensação de que, por estar longe de casa, não há rotina e tudo é possível.

Subindo e descendo as ladeiras íngremes do sitio histórico de Olinda, pensava nisso e sorria, abobalhada. Lembrava do carnaval e dos pedaços de mim, das minhas histórias, que deixei naquelas pedras, já familiares embaixo dos pés. Ao mesmo tempo, sentia que estava vendo tudo pela primeira.

É, se eu não tenho férias, me sobra as férias alheias para, com imaginação, dar uma fugida do cotidiano.

Tags: diário

5 responses so far ↓

  • 1 saff // Jul 30, 2007 at 9:35 pm

    nossas cidades tem tantos cantos, tantos lugares que são perto e ao mesmo tempo longe do cotidiano, que ser turista nelas nem é tão complicado.

    ou o meu cotidiano é tão simplório que qualquer banca de jornal diferente vira novidade maior.

    Valeu cada pedra pisada, moça improvável. :-)

    –saff

  • 2 Jana // Jul 31, 2007 at 6:44 am

    talvez uma das melhores coisa seja a gente ser turista na cidade da gente… redescobrimos muitas coisas

    beijos

  • 3 Sujeito Oculto // Jul 31, 2007 at 2:39 pm

    Adoro fazer isso aqui no Rio!

  • 4 izabel fontes // Jul 31, 2007 at 8:46 pm

    Saliel e Sujeito Oculto: algum de vocês quer me levar pro Rio?

  • 5 saff // Aug 3, 2007 at 12:15 pm

    Acendo uma vela e faço uma oração com sujeito oculto:

    É óbvio!

    :P

    –saff

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