Archive for July, 2007

Melodia

izabel fontes July 24th, 2007

Não é que eu tenha sumido: ando por aí, entrando em qualquer botequim, parando em qualquer esquina. Sou mesmo é fraca de guerra e prisioneira do dia a dia. Mas hei de ficar de férias, tenho esperança, em Recife, no Estácio ou no Paquistão e aí toda a ausência será devidamente corrigida.

Sussurros

izabel fontes July 13th, 2007

Palavra desenhada, de quem fala sonhos redondos ao pé do ouvido.

Assim, como as palavras e os sonhos, existem músicas que foram feitas para serem ditas no limite entre a orelha e a nuca. Existem músicas que eu cantaria sussurrando, se pudesse cantar.

“this is how it works
you’re young until you’re not
you love until you don’t
you try until you can’t
you laugh until you cry
you cry until you laugh
and everyone must breathe
until their dying breath
this is how it works
you peer inside yourself
you take the things you like
and try to love the things you took
and then you take that love you made
and stick it into some–
someone else’s heart
pumping someone else’s blood
and walking arm in arm
you hope it don’t get harmed
but even if it does
you’ll just do it all again”

Entrelinhas²

izabel fontes July 13th, 2007

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Harry Potter

izabel fontes July 12th, 2007

Confesso: adoro o bruxinho inglês de qualidades literárias (e cinematrográficas) duvidosas.

Ontem, quarta-feira, foi a estréia mundial do quinto filme da série e eu fui assistir a primeira sessão daqui de Recife, de meia-noite. Saí de casa 3h antes, disposta a enfrentar fila e a percorrer aquela distância toda da minha casa até o box (uns 40 minutos de carro, sem trânsito). Eu adorei o filme, fiquei nervosa, achei tudo lindo e todas essas coisas.

Mas preciso dizer uma coisa: Harry Potter, absolutamente, não é para ser levado a sério. Mês passado, um amigo brigou comigo por causa do personagem de J. K. Rowling. Brigou a sério, minha gente: gritou, ficou sem falar, foi sarcástico e todas as outras coisas de brigas comuns. Tudo isso porque eu cometi o irremediável erro de dizer que ele era da Lufa-Lufa (uma das casas em que se divide a escola de magia do livro, Hogwarts). Fiquei lembrando de quando brigava com minhas amigas para ver quem ia ser a power ranger rosa, lá pela terceira série.

Por Alá ou por um ícone de cultura pop, todo fanatismo é ridículo na mesmíssima proporção. Colecionar pôsters, formar fã clubes, fazer festas temáticas e se fantasiar é saudável somente se você tem 12 anos e está crescendo. Nesse caso, é bom mesmo ter ídolos, seguir exemplos, é até impossível crescer sem. Mas aos 20?

Achava que a vida, em geral, na idade adulta, era mais interessante que a fantasia. Ou melhor, mais interessante que essas fantasias alheias, que já vêm prontas e você consome sem tanto esforço. Fiquei foi achando aquelas crianças crescidas meio bizarras. Tive que piscar duas vezes para acreditar nas fantasias, na gritaria, no corre-corre quando abriram a sala do cinema.

Entre linhas

izabel fontes July 11th, 2007

Escrevo as linhas,
alinho as letras,
surgem palavras.
Mas é no desalinho
das minhas entrelinhas
que me escrevo
sem palavras,
letras,
linhas.

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