izabel fontes July 12th, 2007
Confesso: adoro o bruxinho inglês de qualidades literárias (e cinematrográficas) duvidosas.
Ontem, quarta-feira, foi a estréia mundial do quinto filme da série e eu fui assistir a primeira sessão daqui de Recife, de meia-noite. Saà de casa 3h antes, disposta a enfrentar fila e a percorrer aquela distância toda da minha casa até o box (uns 40 minutos de carro, sem trânsito). Eu adorei o filme, fiquei nervosa, achei tudo lindo e todas essas coisas.
Mas preciso dizer uma coisa: Harry Potter, absolutamente, não é para ser levado a sério. Mês passado, um amigo brigou comigo por causa do personagem de J. K. Rowling. Brigou a sério, minha gente: gritou, ficou sem falar, foi sarcástico e todas as outras coisas de brigas comuns. Tudo isso porque eu cometi o irremediável erro de dizer que ele era da Lufa-Lufa (uma das casas em que se divide a escola de magia do livro, Hogwarts). Fiquei lembrando de quando brigava com minhas amigas para ver quem ia ser a power ranger rosa, lá pela terceira série.
Por Alá ou por um Ãcone de cultura pop, todo fanatismo é ridÃculo na mesmÃssima proporção. Colecionar pôsters, formar fã clubes, fazer festas temáticas e se fantasiar é saudável somente se você tem 12 anos e está crescendo. Nesse caso, é bom mesmo ter Ãdolos, seguir exemplos, é até impossÃvel crescer sem. Mas aos 20?
Achava que a vida, em geral, na idade adulta, era mais interessante que a fantasia. Ou melhor, mais interessante que essas fantasias alheias, que já vêm prontas e você consome sem tanto esforço. Fiquei foi achando aquelas crianças crescidas meio bizarras. Tive que piscar duas vezes para acreditar nas fantasias, na gritaria, no corre-corre quando abriram a sala do cinema.