reino da insônia

“Sentou-se alarmada e então viu Rebeca na cadeira de balanço, chupando o dedo e com os olhos fosforescentes como os de um gato na escuridão. (…) Era a peste da insônia.”

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Divã

August 12th, 2007 · No Comments

Minha gente, eu tenho problemas com datas especiais. É uma carga emocional muito grande pra mim, eu fico tensa, esperando que o dia seja fantástico, que o presente seja o melhor do mundo. É assim no dia dos namorados, das mães, dos pais, em aniversários de namoros e de qualquer pessoa que eu goste muito (inclusive no meu).

Depois de quase vinte anos de incontáveis datas especiais, aprendi bem a lição: a expectativa é sempre inversamente proporcional aos acontecimentos do dia. A explicação é simples, oras, é que quando se planeja demais, nada surpreende e os maiores prazeres vêm das surpresas.

Num dia dos pais qualquer, eu resolvi que ia preparar um café da manhã lindo pro meu pai. Eu e Luíza resolvemos que não íamos dormir, para nem correr o risco de perder a hora. Como nese tempo eu ainda não conhecia a insônia, às cinco da manhã a gente já estava caindo de lado, de sono, e resolveu começar a fazer o tal café da manhã logo.

Resultado: às seis da manhã a gente tava acordando o pai, que lógico, não gostou nada de ser acordado junto com as galinhas num domingo. Depois de uns quinze minutos de mau humor, tudo ficou bem e ele fingiu (bem!) que adorou a surpresa. Mas, convenhamos, não foi exatamente uma boa idéia, pensando bem.

Eu cresci e agora tenho mais noção das coisas, mas continuo sem saber comprar presente pro meu pai. Alguém me ajuda? Eu comprei um livro esse ano, mas tenho certeza que ele já vai ter lido. Assunto para outro post.

Tags: diário

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