107 steps
izabel fontes November 5th, 2007
No correr dos dias, sempre estive perdida e muito pouco preocupada com a minha falta de direção. Muitas vezes andei de olhos fechados, respirando fundo e esperando uma mão quente para me guiar ou apontar para onde ir.
O meu senso de direção é torto, esquerda e direita se confundem e eu não canso de perguntar. Saio sempre de casa sem saber direito onde vou e por onde ir. Então sempre vou parando, de esquina em esquina, para me certificar que estou no caminho certo.
Às vezes, as pessoas não sabem e é natural que não saibam dos meus caminhos. E aà é preciso caminhar com as próprias pernas, ou com a própria sorte. Para o bem o para mal, com atraso ou sem atraso, com medo ou sem medo, sempre acabo chegando. Mesmo que pegue algumas ruas erradas ou que tenha que voltar o caminho inteiro, sempre acabo chegando.
E aÃ, quando acho meu destino, penso que talvez sejam as horas em que estou mais perdida as que mais me encontro. Talvez eu precise mesmo é me perder mais, porque acreditar tanto no resgate não é nada seguro. Ou talvez eu esteja precisando é de uma dose de conhaque com blues.
Viva alguns enganos…
[…] moça improvável comentou em seu blog sobre essa coisa de se perder e se achar. Sobre os descaminhos dentro do […]
e eu queria mesmo era me encontrar.
beijo
e não acabou o campeonato.. o são paulo é que foi campeão antecipado… blergh!
;P