preguiça
Poucas coisas acostumam tão fácil quanto essa rotina de férias. A ausência total de obrigações faz o meu despertador ficar sem uso, à medida que a minha cama fica cada vez mais ocupada. Todas as anotações da minha agenda se limitam a datas de shows, estréias de filmes, aniversários ou festas.
E isso é só o começo.
As aulas só voltam em março e, no meio do caminho, ainda tem uns tantos dias de carnaval (que aqui em Recife nunca são só quatro, como todos vocês devem imaginar). Eu não lembro a última vez que tive férias. Provavelmente, foram aqueles dias logo depois de passar no vestibular, que hoje parecem ter acontecido há uns duzentos e quarenta anos atrás. Com as greves e logo em seguida o estágio, não tive mais descanso e as minhas pernas se mantiveram bem longe do ar e perto do chão, se movimentando rápido de um canto a outro, vale ressaltar.
Eu poderia usar esse tempo livre para escrever, mas a lista de filmes, seriados e livros que deixei crescer durante as aulas não me deixa. Então, com a licensa de vocês, vou ali tomar um copo de coca-cola gelada e folhear o Livro dos Seres Imaginários.