izabel fontes February 29th, 2008
Eu raramente estou satisfeita com o descompasso do tempo. Não que cientistas fossem concordar e muito menos que os relógios fossem comprovar, mas é que o tempo não consegue manter um ritmo que me agrada. E eu, propensa que sou a reclamações, vivo pedindo pra ele passar rápido ou um pouco mais devagar.
Confesso que ultimamente tenho pedido umas horas a mais por dia, para ver se consigo me achar entre os lugares que tenho que estar ou as coisas que tenho que fazer. Aà que hoje ganhei um dia a mais no calendário. Ok. O dia de hoje não é exatamente o cosmos atendendo meu pedido por uma folguinha, mas ninguém vai me colocar outro motivo na cabeça.
Tentei procurar na memória um outro dia vinte e nove de fevereiro, mas foi inútil. E a grande dúvida é: minha gente, o que eu fiz com todos os dias a mais que ganhei nessa vida?
ps.: Quando fui procurar o link para colocar ali em cima - sim, eu escrevo e depois coloco links - descobri que na verdade o dia extra do ano foi o dia vinte e quatro de fevereiro.
izabel fontes February 23rd, 2008
Aà que hoje, contrariando o cosmos e as vontades do meu (mau) humor, eu saà de casa. E percebi que nada como uma mesa de bar (mesmo que não tenha álcool circulando no meu corpo copo) para me fazer ver que tudo não passa de uma grande besteira e que de médico e louco, todo mundo tem mesmo um pouco.
izabel fontes February 22nd, 2008
A minha vida é feita de começos e marcos. Determinar o final de um ciclo nem é sempre é tarefa fácil, não é como o ano novo, que vem anunciado no calendário e marcado por um show de fogos de artifÃcio. Nem sempre é um grande trauma, tão pouco uma grande felicidade e quase nunca é possÃvel determinar o que nos mudou, seja essa mudança grande ou pequena.
Cada ciclo tem o tempo exato que leva para os dias parecerem os mesmos e a rotina transformar as pequenas alegrias cotidianas em tédio. E aà é a hora de um novo corte de cabelo, de uma nova arrumação para o quarto, de uma discussão de relacionamento, de colocar os antigos planos para o futuro em cheque.
E pode acontecer de nada disso dar certo. Eu sou feita de drama, de confusão e de muito exagero. Não sei até que ponto é errado querer sempre mais, questionar o que parece tão certo e se desesperar a ponto de querer tudo novo ou simplesmente não querer mais nada. Acontece que eu simplesmente não sei como evitar, muito para mim sempre é pouco. Muito pouco, quase nada. E eu não sei ter pouco, muito menos esperar pouco das pessoas. Para me defender, acabo me isolando, me afastando, desistindo. Nesse ponto, auto-preservação se confunde fácil com auto-destruição.
izabel fontes February 11th, 2008
Porque às vezes eu esqueço que tenho um blog, mas se preocupem não que já lembro e volto a escrever.