reino da insônia

March 7th, 2008

Academia

Posted by Izabel in diário    

Hoje eu decidi que vou ficar um pouco mais burra.

Explico: as gostosas e magras que ome desculpem, mas criei uma teoria que é impossível ser inteligente e ter o corpo lindo ao mesmo tempo. É que a vida, como todos sabem, é feita de escolhas e a gente tem que escolher ler Dostoiéviski ou malha 5h por dia. E outra coisa, o que seria da pose de inteligente sem café e acompanhamentos? Além do mais, intelectual que se preze diz que não liga para esses modismos de corpo perfeito.

Ok. Confesso que todo esse raciocínio só é fundamentado mesmo na minha necessidade de me sentir um pouco melhor, com os quilos e as gordurinhas que sobram. Afinal, se eu sou gorda, devo ser inteligente, Mas, no fundo, ele é bem falho. Eu não gosto de Dostoiéviski, não tomo café e tô bem longe de ser intelecutal.

Bem, pouco importa. Toda essa enrolação foi só para comentar que eu entrei numa academia hoje. Conseqüentemente, consigo nem levantar os braços. Ah, e só pra constar: os carboidratos deixaram de existir na minha vida.

March 5th, 2008

Ficção?

Posted by Izabel in diário    

 Eu sou uma pessoa um tanto quanto obssessiva. Com filmes, seriados, músicas e livros, sobretudo livros. Às vezes fico achando que a razão de usar tanto o repeat do winamp e de rever tanto uma cena e outra só pode ser que a minha vida é meio sem graça, no fundo.

Mentira. Eu não acho a minha vida sem graça. Longe disso. Eu tenho uma tendência enorme ao exagero, ao drama e às complicações. E a vida de uma pessoa assim não pode ser sem graça.  É uma grande crise por semana, um ataque de pânico do futuro a cada três dias e sérias dúvidas diárias. Eu vivo em cheque e sempre acho que esse vai ser o cheque mate.

Descartada a primeira explicação, a que me sobra é que, paralelamente às complicações, eu procuro sempre me identificar e ver que tem gente mais louca que eu no mundo. Mesmo que esse mundo não seja o de verdade. E aí eu tenho meus personagens e minhas músicas pra tentar me explicar.

Ah, mas quem é que não quer acreditar que se pode ser meio Brenda e ter o Nate, que se pode ser Clementine e ter um Joe? Quem não quer sofrer como uma música do Chico Buarque? É um jeito de se encher de esperança, seguir em frente e acreditar que todas as brigas vão terminar com uma frase de efeito e um beijo de cinema.

March 3rd, 2008

Posted by Izabel in diário    

Ultimamente, ando sentindo que tenho pedaços espalhados pelo mundo. Não importa se pela distância geográfica de outras cidades ou pelo afastamento de mudanças de rotina, vou deixando partes minhas por aí.

E se sigo assim, partida, dia após dia, também sei que há, e somente na língua portuguesa, qualquer coisa que me une: a saudade. E ela tá enorme por esses dias.

Especialmente depois que ele foi embora, eu acordo e vou dormir com alguma coisa faltando. Não sei, mas às vezes sinto que sentir tanta saudade é o único jeito possível de ter um vazio tão grande quando se tem o peito tão cheio.

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