izabel fontes April 6th, 2008
Eu queria que todos os domingos fossem iguais a hoje: tranqüilos.
Eu não sei o que me dá no dia que começa e ao mesmo tempo fecha a semana, mas geralmente não são dias bons. É um misto de ressaca da alegria de sábado (porque sábados sempre são bons, mesmo em casa sem fazer nada), agravada pela cidade esvaziada e por aquela perspectiva de começar toda a rotina de novo, com a falta de tempo, as poucas horas de sono e os vazios.
Hoje não. Tudo passou sem dificuldades. Sem ter muito como mudar certas coisas, simplesmente as tirei do meu campo de preocupação e vou me deixando levar. A consciência tranqüila ajudou.
A semana vai ser agitada, estou precisando de mais calma, um punhado de disposição e um outro tanto de sorte, que sorte nunca é demais. Para vocês, desejo o mesmo e sigo contando os dias. Agora faltam dezessete.
izabel fontes April 5th, 2008
 Eu concordo com o Daniell e também acho que Beatles é coisa séria. Mesmo assim, ouvi tanta gente falar bem que fui assistir Across the Universe no cinema, cheia de boa vontade. Pra quê?
Tenho que falar que o filme me surpreendeu. A cada vez que aparecia uma cena realmente muito ruim, eu achava que nada poderia ser pior e bum!, na próxima cena eles conseguiam fazer coisas ainda piroes. Eu nem vou perder meu tempo contando a história do filme, resumindo: um monte de personagem flutuante e mal-definidido, rodando em torno de um casal principal sem graça.
Eu podia falar das versões bizarras, do roteiro completamente nada a ver, das coreografias mal feitas, da montagem sem criatividade, dos cortes desnecessários, ad infinitum. Mas acho que o que mais merece comentários é a droga da estética do filme. Dali ficou se remexendo na cova, eu tenho absoluta certeza e vamos todos deixar a psicolodeia para Hair e companhia, lá onde funciona. Não tem como aceitar mascarados azuis gigantes que surgem do nada, não tem como aceitar banhos de rios eróticos e coloridos. Não tem como entrar no clima do filme, pronto, falei.
Devia ser crime inafiançável você pegar tantas referências legais e jogar sem nenhum propósito numa droga de filme pretensioso. Se sentimentalismo barato entrasse na mistura, então deveria ser motivo para forca. Outra coisa que deveria ser extremamente proibido é o uso de photoshop como efeitos especiais de filmes.
izabel fontes April 3rd, 2008
 Vocês conhecem aquele mecanismo de psicologia chamado compensação, né? Pois bem, quase todo mundo usa doces. Eu estou tentando abolir o chocolate da minha vida, então faço assim: a cada página que escrevo do artigo que tenho que entregar na segunda, assisto a um episódio de Dexter. E olha que eu comecei a assistir só para esperar enquanto a greve dos roteiristas não acabava e eu tinha de volta House e Meredith Grey (isso sem falar de Hank, Claire, Chuck e mais uns outros que eu tenho que esperar é a nova temporada).
Meu problema é que um episódio tem quase 1h e durante uns 40min depois de terminar, eu não consigo pensar em outra coisa fora em assistir mais. Não tá sendo muito produtivo, tenho que confessar. E também na segunda eu tenho duas provas.
izabel fontes April 1st, 2008
Só para registrar: rir verdadeiramente das mágoas só é possÃvel quando as perspectivas de futuro são de longe bem melhores do que qualquer passado. Se engana quem pensa que aprendeu a lidar com as mágoas porque elas doem menos, elas vão doer sempre do mesmo jeito. Mas, junto com qualquer pontada no peito, vem alembrança do crescimento, da melhoria. É nessa hora que se percebe que cada lágrima foi necessária e elas parecem mais leves, na balança que todo mundo leva dentro do peito.