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Das tempestades e dias de sol

izabel fontes May 14th, 2008

Entre a segunda e a terça-feira, acordei às quatro ou cinco da manhã com uma chuva que entrava pelos cinco centímetros que deixavam a janela semi-aberta. Além de ter sido acordada pela chuva, eu estava era tremendo de frio. Um tempo depois, acordei de novo. Dessa vez, era um barulho insuportável de trovão, achei que o mundo tivesse pra acabar, coisa que se confirmou quando faltou luz logo em seguida.

Voltar a dormir foi complicado e quando levantei para ir trabalhar, umas duas horas depois, a chuva tinha parado. Saí de casa com o céu ainda cinza, mas, no caminho, o sol foi saindo meio tímido. Ontem de tarde, conversando com um amigo vizinho, ele me perguntou se eu também tinha acordado com os fogos de artifício. Na hora, fiquei completamente sem reação porque eu podia jurar que era mesmo o mundo acabando, coisa nem de longe parecida com o barulho de uma comemoração fora de hora.

Enquanto conversava sobre a madrugada, fazia um sol escaldante. O que eu fiquei pensando é que, na verdade, é preciso um pouco mais para o mundo desabar e muito pouco para eu achar que ele está desabando. E, mesmo que eu possa jurar que tudo tá desmoronando mesmo, sempre faz sol depois. Metáfora mais brega não há. Mas o que se faz quando tudo o que se quer dizer é um grande e verdadeiro clichê?