reino da insônia

“Sentou-se alarmada e então viu Rebeca na cadeira de balanço, chupando o dedo e com os olhos fosforescentes como os de um gato na escuridão. (…) Era a peste da insônia.”

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June 18th, 2009 · 3 Comments

As mágoas não doem menos com o tempo, continuam lá, ardendo onde sempre arderam. O passar dos dias só serve mesmo para colocar tudo em perspectiva. E aí a gente consegue perceber que existem coisas maiores. Que qualquer coisa permanece. Acho que perdoar tem a ver com isso. Com a gente perceber que não está sozinho. Que mágoas novas sempre vão surgir. Que vale a pena arriscar. E talvez tenha que doer mesmo. Vai saber.

Tags: diário

3 responses so far ↓

  • 1 karina // Jun 21, 2009 at 2:19 am

    tb acho que vale a pena, doa a quem doer.

    e tb concordo que as mágoas não doem menos com o tempo, elas apenas ficar um pouco de lado, pra trás, menores (ou não).

    postei faz pouco tempo um poema q tem um trecho q diz “onde perguntas sem respostas não se calam com o tempo”… acho q tem um pouco a ver com a mágoa… continua ecoando, ecoando, ecoando…

    beijão!

  • 2 Carol Rodrigues // Jul 10, 2009 at 12:06 am

    É…
    vou ficar um bom tempo refletindo nisso aí…

  • 3 paulo trigueiro // Aug 11, 2009 at 11:01 pm

    acho que dói pra gente saber quem é e o que tem que fazer em seguida do que tá fazendo. se parasse de doer eu, ao menos, me sentiria sem rumo.

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