Archive for the 'mural' Category

Obsessões, Caetano e Joni Mitchell

izabel fontes April 26th, 2007

Aí o Caetano vem fazer show em Recife. E eu fico meio paranóica com isso de não ter dinheiro para comprar o ingresso. Já bolei trinta e sete planos malignos para matar o meu chefe, que atrasou minha bolsa do estágio em um mês. Ainda estou treinando as caras de tristeza mórbida para convencer a minha mãe a me dar o ingresso de presente.

Minha última chance está no possível bem que a Alemanha fez ao humor do meu pai. Aposto que ele tá morto de saudade de mim e vai querer me agradar um pouco. Afinal, é o que qualquer pai razoável faria.  Afinal, eu seria  serei muito feliz no show de Caetano.

Mudando um pouco o rumo do assunto e me aproximando mais do assunto desse post, o meu maior problema é eu sou uma pessoa essencialmente obsessiva. Esse fato, junto com o meu  pensamento girando no show, faz com que eu me veja rodeada de Caetano por todos os lados. Ligo a TV e tá passando um programa da MTV, relembrando a carreira do moço todinha, mais precisamente suas parcerias com o Gil. Um pouco antes, chego na sala e tá a minha irmã assistindo Fale com ela, justamente na cena do Curucucu Paloma. O winamp parece que fica autoritário, mesmo no shuffle, e só quer saber do tal baiano cheio de charme.

Numa dessas coincidências que alimentam minha paranóia, fiquei sabendo de um tributo que foi gravado a Joni Mitchell lá em Lisboa. Adivinha o único cantor brasileiro convidado? Eureka! Ele e aquele sotaque de turco imigrando para os EUA cantando Dreamland. É demais para mim. Ainda tem Elvis Costello e Björk prestando homenagens, tudo no mesmo cd.

Você pode escutar trechinhos aqui.

Lua adversa

izabel fontes April 18th, 2007

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Lágrimas e receitas

izabel fontes March 15th, 2007

Dia desses, ele andou tentando chorar. Não sabia, ingênuo, que isso era tarefa fácil e que instruções para tal já haviam sido escritas. Esse tal moço da Argentina é sabido que só.

Instrucionnes para llorar

Dejando de lado los motivos, atengámonos a la manera correcta de llorar, entendiendo por esto un llanto que no ingrese en el escándalo, ni que insulte a la sonrisa con su paralela y torpe semejanza. El llanto medio u ordinario consiste en una contracción general del rostro y un sonido espasmódico acompañado de lágrimas y mocos, estos últimos al final, pues el llanto se acaba en el momento en que uno se suena enérgicamente. Para llorar, dirija la imaginación hacia usted mismo, y si esto le resulta imposible por haber contraído el hábito de creer en el mundo exterior, piense en un pato cubierto de hormigas o en esos golfos del estrecho de Magallanes en los que no entra nadie, nunca. Llegado el llanto, se tapará con decoro el rostro usando ambas manos con la palma hacia adentro. Los niños llorarán con la manga del saco contra la cara, y de preferencia en un rincón del cuarto. Duración media del llanto, tres minutos.

Dos irresponsáveis, o melhor.

izabel fontes March 8th, 2007

“Havia achado, sempre, que morrer de amor não era outra coisa além de licensa poética. Naquela tarde, de regresso para casa outra vez, sem o gato e sem ela, comprovei que não apenas era possível, mas que eu mesmo, velho e sem ninguém, estava morrendo de amor. E também percebi que era válida a imagem contrária: não trocaria por nada neste mundo as delícias do meu desassossego.”

“Me parece que é necessária uma enorme irresponsabilidade para ser escritor”.

Metapost.

izabel fontes February 22nd, 2007

 

( Mais tirinhas, aqui)

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