izabel fontes April 4th, 2007
- Tá faltando carne.
- Certo, amanhã você vai no supermercado, escolhe tudo bonitinho e quando terminar me liga e eu vou pagar.
- Tá bom de você tomar o rumo da sua vida.
- E desde quando tomar o rumo da vida é aprender a comprar carne?
- Já vai fazer vinte anos, como é que quer casar desse jeito? Tem que aprender essas coisas, para pelo menos saber mandar.
- Tá, Dida. Amanhã eu compro essa maldita carne.
Reflitam sobre a minha cara de quem vai pegar uma embalagem melada de sangue e colocar no carrinho. Estou bem longe de levar jeito para açougueira. Mas já criei minha estratégia: vou comprar qualquer coisa que eu ache o nome bonitinho e que a embalagem esteja relativamente limpa. Não importa que seja patinho, filé mignon, picanha ou fÃgado. Bonitinho e limpo, dentro do carrinho sem titubear.
izabel fontes April 2nd, 2007
Eu sou uma pessoa séria e bastante razoável. Como tal, só penso coisas relevantes.
Numa das minhas madrugadas de insônia, ao abrir a caixinha de comentários daqui, me deparei somente com bonecos gordinhos e meio azulados. A cor um pouco doentia eu entendo, deve ser resultado das longas horas na frente do computador. Minha mãe sempre disse que fazia mal, mesmo. Taà a prova maior.
O que me chamou atenção de verdade foi o sobrepeso (tento ser politicamente correta) dos tais bonequinhos. Fiquei pensando por qual razão todos os meus leitores teriam representações virtuais rechonchudinhas (passo do politicamente correto para o eufemismo descarado) e não consegui achar nenhuma explicação lógica.
Então fica aqui o meu ultimato: por favor, emagreçam! Quero ver bonequinhos com corpos de rainha de carnaval, nada de rei Mômo..
izabel fontes March 26th, 2007
Read my VisualDNAâ„¢ Get your own VisualDNAâ„¢
Até que ficou bonitinho, não ficou? Recomendação do bandoleiro maior. Todas as indicações dele são seguidas à risca e de olhos fechados. Aproveito para deixar bem claro que ele é responsável por 90% do meu tempo no computador e por 100% das minhas descobertas tecnológicas.
izabel fontes March 20th, 2007
Fui colocada de frente com essa pergunta, ontem à noite.
Eu, que só queria mandar um email, fui jogada dentro de reflexões filosóficas de mais alto grau. Fiquei inicialmente confusa e tentei dialogar, começar um processo de análise qualquer. Fui logo pensando em argumentos muito bem bolados, com exemplos claros e um pouco de drama emocional.Â
Ele cortou qualquer discussão e me veio com uma solução simples para o problema existencial: bastava digitar oito caracteres, entre letras e números. Hesitei um pouco, mas cumpri com dignidade a missão.
Então, caros amigos, comunico-lhes, orgulhosa, que provei minha humanidade com muita habilidade e rapidez.