São nos dias assim, feito hoje, quando eu não consigo dormir e nem me concentrar que a minha cabeça dá mais voltas e eu pareço ter muita coisa pra dizer. Só pareço, porque na verdade mesmo, tenho pouquíssima. É que as coisas rodam, rodam, rodam e me perco em pensamentos confusos, em piadas internas, em ironias muito particulares e em resoluções. É isso. Em dias assim, eu sempre tenho muitas resoluções. Infindáveis objetivos a serem cumpridos de um sopro só. Mas aí as horas passam. E passam. E eu fico sonolenta.
September 24th, 2009 · No Comments
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metalinguagem
September 17th, 2009 · 2 Comments
Aos poucos, abandonei as terceiras pessoas. Do singular e plural. De repente, todos os textos começavam com eu ou eram endereçados a tu. Quando foi, meu Deus, que só me sobrou o nós dois?
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sobre as pausa
September 17th, 2009 · No Comments
Quanto tempo existe entre junho e setembro?
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misunderstanding
September 16th, 2009 · 1 Comment
O que eu preciso é de um pouco de calma. De uma calma que era sua e que acabamos perdendo juntos.
Eu nunca soube ir devagar. E quando caminhávamos juntos, você puxava a minha mão, tentava a todo custo me fazer desacelarar, me perguntava pra que a pressa. Pressa nenhuma, eu sempre respondia irritada. E te puxava de volta. No fundo, não queria que você apertasse o passo. Até gostava do teu andar distraído e me envergonhava do meu atropelo. Mas continuava te puxando pra frente. E te puxava porque queria que você andasse do meu lado. E eu não sabia fazer diferente. Eu nunca soube ir devagar. Nunca soube me contentar em fazer uma coisa de cada vez. Até o dia que você começou a acompanhar o meu passo. A pular os degraus da escada, a tatear no escuro porque acender a luz leva tempo, a evitar distrações andando sempre olhando pro chão.
Mas a verdade é que eu nunca quis correr.
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June 18th, 2009 · 3 Comments
As mágoas não doem menos com o tempo, continuam lá, ardendo onde sempre arderam. O passar dos dias só serve mesmo para colocar tudo em perspectiva. E aí a gente consegue perceber que existem coisas maiores. Que qualquer coisa permanece. Acho que perdoar tem a ver com isso. Com a gente perceber que não está sozinho. Que mágoas novas sempre vão surgir. Que vale a pena arriscar. E talvez tenha que doer mesmo. Vai saber.
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