Friday, October 2nd, 2009
Calma. É preciso ter calma. E uma grande medida de paciência também. Por que fazer pequenas coisas pode exigir um esforço enorme. E é preciso sempre continuar.
“Sentou-se alarmada e então viu Rebeca na cadeira de balanço, chupando o dedo e com os olhos fosforescentes como os de um gato na escuridão. (…) Era a peste da insônia.”
Friday, October 2nd, 2009
Calma. É preciso ter calma. E uma grande medida de paciência também. Por que fazer pequenas coisas pode exigir um esforço enorme. E é preciso sempre continuar.
Thursday, September 24th, 2009
São nos dias assim, feito hoje, quando eu não consigo dormir e nem me concentrar que a minha cabeça dá mais voltas e eu pareço ter muita coisa pra dizer. Só pareço, porque na verdade mesmo, tenho pouquíssima. É que as coisas rodam, rodam, rodam e me perco em pensamentos confusos, em piadas internas, em ironias muito particulares e em resoluções. É isso. Em dias assim, eu sempre tenho muitas resoluções. Infindáveis objetivos a serem cumpridos de um sopro só. Mas aí as horas passam. E passam. E eu fico sonolenta.
Thursday, September 17th, 2009
Aos poucos, abandonei as terceiras pessoas. Do singular e plural. De repente, todos os textos começavam com eu ou eram endereçados a tu. Quando foi, meu Deus, que só me sobrou o nós dois?
Wednesday, September 16th, 2009
O que eu preciso é de um pouco de calma. De uma calma que era sua e que acabamos perdendo juntos.
Eu nunca soube ir devagar. E quando caminhávamos juntos, você puxava a minha mão, tentava a todo custo me fazer desacelarar, me perguntava pra que a pressa. Pressa nenhuma, eu sempre respondia irritada. E te puxava de volta. No fundo, não queria que você apertasse o passo. Até gostava do teu andar distraído e me envergonhava do meu atropelo. Mas continuava te puxando pra frente. E te puxava porque queria que você andasse do meu lado. E eu não sabia fazer diferente. Eu nunca soube ir devagar. Nunca soube me contentar em fazer uma coisa de cada vez. Até o dia que você começou a acompanhar o meu passo. A pular os degraus da escada, a tatear no escuro porque acender a luz leva tempo, a evitar distrações andando sempre olhando pro chão.
Mas a verdade é que eu nunca quis correr.