sobre as pausa

izabel fontes September 17th, 2009

Quanto tempo existe entre junho e setembro?

misunderstanding

izabel fontes September 16th, 2009

O que eu preciso é de um pouco de calma. De uma calma que era sua e que acabamos perdendo juntos.

Eu nunca soube ir devagar. E quando caminhávamos juntos, você puxava a minha mão, tentava a todo custo me fazer desacelarar, me perguntava pra que a pressa. Pressa nenhuma, eu sempre respondia irritada. E te puxava de volta. No fundo, não queria que você apertasse o passo. Até gostava do teu andar distraído e me envergonhava do meu atropelo. Mas continuava te puxando pra frente. E te puxava porque queria que você andasse do meu lado. E eu não sabia fazer diferente. Eu nunca soube ir devagar. Nunca soube me contentar em fazer uma coisa de cada vez. Até o dia que você começou a acompanhar o meu passo. A pular os degraus da escada, a tatear no escuro porque acender a luz leva tempo, a evitar distrações andando sempre olhando pro chão.

Mas a verdade é que eu nunca quis correr.

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izabel fontes June 18th, 2009

As mágoas não doem menos com o tempo, continuam lá, ardendo onde sempre arderam. O passar dos dias só serve mesmo para colocar tudo em perspectiva. E aí a gente consegue perceber que existem coisas maiores. Que qualquer coisa permanece. Acho que perdoar tem a ver com isso. Com a gente perceber que não está sozinho. Que mágoas novas sempre vão surgir. Que vale a pena arriscar. E talvez tenha que doer mesmo. Vai saber.

mais um registro

izabel fontes June 11th, 2009

vão é tudo
que não for prazer
repartido prazer
entre parceiros

vãs
todas as coisas que vão

Paulo Leminski

izabel fontes June 9th, 2009

Ando evitando dormir. Para não ter que acordar e perceber que você não está mais aqui. E que não adianta te procurar nas dobras dos nossos lençóis, no meu olhar confuso, nas linhas tortas das palmas da minha mão. Ando evitando dormir. Para não ter que tirar as folhas do calendário. Para não ter que ver que o tempo é inescapável. Que os dias passam e você continua a não estar aqui. A cada dia, você se afasta mais. E eu vou deixando as fotos onde elas sempre estiveram. Vou deixando as mensagens antigas no celular. No tempo que passa, no tempo que fica, eu também vou saindo do meu lugar costumeiro, saindo das coisas que não vão acontecer. Dos planos, dos emails que eu nunca vou receber, das viagens que a gente não vai fazer. Ando evitando dormir. Você não está mais aqui. E eu não sei ainda o que isso significa.

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